
Devemos ficar atentos para alguns “erros” que, na verdade, são a utilização de uma regra não padrão em que o professor tende normalmente a repreender, fornecendo ao aluno a variante padrão como a única norma legítima e prestigiada pela sociedade.
Apesar dos vários estudos existentes sobre a variação lingüística, essa questão ainda é muito complexa e gera dúvidas e controvérsias. Basta ver como o assunto é tratado nos manuais escolares de ensino fundamental e médio. Este trabalho é uma reflexão sobre a importância da variação lingüística, especialmente os aspectos semânticos e sintáticos, e suas implicações no ensino de Língua Portuguesa.
Ao trabalhar com o conceito de variação lingüística, estamos pretendendo demonstrar que a língua portuguesa, como todas as línguas do mundo, não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro, e desta mesma forma há essa variação na sala de aula. Se regionalmente conseguimos entender essa distinção lingüística, por que não a conseguimos no nosso cotidiano escolar?
Outro fato importante a ser tratado no presente trabalho é que não há hierarquia entre os usos variados da língua (ao contrário do que pensam), assim como não há uso lingüisticamente melhor que o outro. Em uma mesma comunidade lingüística, portanto, coexistem usos diferentes, não existindo um padrão de linguagem que possa ser considerado superior.
Encontrado em:http://www.filologia.org.br/soletras/14/07.htm
Quanta variação!!!!!!
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